UFO incendeia o palco do Teatro Ciee em Porto Alegre/ RS – Texto por: Leo James (Draco)

maio 16, 2013, 12:05 am

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Mais um domingo especial na capital dos Pampas, mais uma noite de Rock, e de Rock de gente grande. A começar pelo público, a sua maioria numa faixa entre 35 e 45 anos, mas que estavam ansiosos como adolescentes, para ver uma banda que jamais havia tocado aqui, e que talvez nem acreditassem que os veriam na “sala de casa”. Me refiro assim ao Teatro do CIEE, que com sua acústica bem equilibrada, deu um clima totalmente intimista à “Aula de Rock” que foi apresentada. “Aula” é a palavra que define o show do UFO desta noite, onde os mestres, com muita experiência e conhecimento, mostraram como se faz Rock de gente grande!

O UFO, contemporâneo de bandas como Deep Purple e Black Sabbath, é uma banda de Rock Clássico com um tempero experimental, e talvez por isso não tenha se destacado tanto quanto as outras citadas, apesar de já ter contado com músicos do naipe de Billie Sheehan (Mr. Big), Michael Schenker (Ex-Scorpions, MSG) e Jason Bohan (Ex-Black Country Communion) em seu line-up, e da extrema qualidade das composições.
Atualmente formada por dois dos fundadores do grupo, o vocalista Phil Mogg, e o baterista Andy Parker, além clássico tecladista/guitarrista Paul Raymond que desde 76 integra a banda, são acompanhados há um bom tempo pelo “garoto” Vinnie Moore na guitarra solo, e do excelente baixista Rob De Luca, que dá o peso exato à cozinha e faz com que o grupo soe grande.

Eram 20 h e 15 min e começava o show do UFO, com um atraso totalmente tolerável, que foi esquecido assim que os primeiros acordes de Lights Out foram ouvidos. O som estava perfeito, e mais uma vez o clima do teatro fez com que tudo fizesse sentido, desde a simpatia impar de Phil, que brincava com o público e com a banda a todo instante, antes de anunciar o próximo tema, à proximidade dos fãs com os músicos, que por (muitas) vezes não se continham e participavam efetivamente do show, sugerindo canções e até alterando a ordem de algumas músicas do set list, como no caso de Mojo Town, em que Phil foi à beira do palco para ouvir o pedido do fã, que foi executada no ato, deixando a galera ainda mais cúmplice. Ainda na mesma onda, o público bateu palmas e vibrou alucinadamente com a performance irrepreensível do virtuoso Vinnie Moore durante todo o concerto, à cada bend, à cada sweep bem colocado, tudo com o extremo bom gosto de quem não brinca quando o assunto é tocar com emoção e feeling roqueiros.

A banda ainda deu sua lição, de como tocar música de verdade, com a bela Love to Love, e as contagiantes Too Hot Too Handle e a marcante Rock Botton, antes de deixar o palco sob muitos aplausos.
O público ainda insatisfeito, queria o que eles haviam reservado para o BIS, outro dos seus maiores clássicos, a inesquecível Doctor Doctor, que fez com que os últimos espectadores que se mantiveram sentados até então, levantassem das poltronas para e cantar seu refrão emocionante, e que foi seguida Shoot Shoot, que encerrou a matéria “Experimental Rock and Roll Music”, como Phill Mogg denominou o som do UFO na abertura do espetáculo.

Com certeza quem presenciou este acontecimento, em que estes veteranos do Rock vieram mostrar porque ainda são lembrados e cultuados por seus fãs, não se esquecerá do que foi ensinado naquele palco. Que o sucesso dessa tour os traga de volta em breve!

Texto por: Leo James (Draco)

Fotos por: Aline Jechow

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