Corpetes e sua história

maio 18, 2011, 3:22 am

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A origem da palavra corset deve-se à junção de duas palavras francesas: “corps” e “serrer”. Esta última palavra é um verbo e significa que algo está fortemente apertado ou contido. Este algo, neste caso, é o corpo humano.

O primeiro corpete a apresentar atilhos aparece no século XIV, no reinado de Isabel da Baviera. A Catarina de Medici, Rainha de França, introduz o corpete de aço, coberto com veludo, seda ou outros materiais. Independentemente da época, do nome ou dos materiais utilizados, a ideia por detrás do corpete sempre foi poder mostrar uma cintura fina elegante.

Ao longo da história o corpete teve períodos de verdadeira euforia e outros em que foi rejeitado e mesmo proibido. Em 1559, por exemplo o Imperador José da Áustria proibiu que as mulheres jovens usassem o corpete e ameaçou mesmo com excomunhão aquelas que não acatassem a ordem. Outro período difícil para o corpete foi a época da Revolução Francesa, onde simplesmente desapareceu.

Mas na história nada é definitivo e na década de 1810 o famoso “la Ninon” fazia furor. Trata-se do original cintura de vespa, um corpete em peça única atado atrás. O período mais facilmente associado à história do corpete é a época Vitoriana em Inglaterra. No entanto também esse fulgor acabou. Uma das grandes responsáveis por isso foi Coco Chanel, que mostrou que uma mulher podia ser elegante sem precisar de vestir um corpete.

Nos anos 90, ironicamente, costureiros franceses, como Jean-Paul Gaultier deram uma nova vida ao corpete. Não para voltar a apertar o corpo das mulheres, mas para homenagear este mesmo corpo. O corpete tornou-se assim um produto apetecível pela moda e assumiu aquilo que provavelmente sempre foi: um dos vestuários mais fetichistas alguma vez criado.

A diferença entre o corpete e o espartilho é que, enquanto o primeiro cobre também os seios e as ancas, o segundo cobre apenas a cintura.

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